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Mostrando postagens com o rótulo amor

Amar

Amar é a perda da razão, é a vitória dos sentidos e das emoções É se encontrar sem estar perdido e se envolver sem ter querido Encarcerar o passado abdicando do futuro para só viver o presente É fechar os olhos esquecer a mente, vagar nos sonhos, libertar as fantasias. Se transformar, se substituir, se trocar por alguém novo, diferente, menos concreto mais   etéreo. Deixar se possuir, se envolver, perder o domínio, se entregar, abrir mão de si. Viver o doce estágio de não ter que se prender nem se poupar, sem se cuidar. Amar é liberdade entre as amarras que alguém com encanto nos colocou. Dominado por esse sentimento superior, diferente, que nos eleva e nos arranca verdades e emoções escondidas que não tínhamos coragem de declarar, de assumir; expostos e ao mesmo tempo fortificados, podemos agora nos deixar levar e desfrutar do lado encantado da nossa existência. O barco está pronto, livre para partir e enfrentar as calmarias e as turbulências de nossa existên...

Indiferença

  Essa cortina transparente, chamada indiferença, que embaça nossos sentidos, essa neblina que gela a nossa mente, que nos torna cristalizados perante o sofrimento dos outros. Essa apatia apaga nossa visão e nos torna mortais limitados, enquadrados numa rotina que nos tira a imaginação, nos remete a atitudes pequenas, esquecendo a grandeza de nossa imortalidade. Voltados para as coisas materiais, removemos nossa inspiração e nos colocamos lado a lado com a miséria, desprovidos de compaixão olhamos os outros com desdém. As pessoas se tornem transparentes, invisíveis, passamos ao largo sem as ver, sem as sentir. Ignoramos suas presenças, suas histórias, com isso ignoramos a nós mesmos, evitamos a nossa presença. Nos encarar , olhar para dentro sem nos julgar, sem nos punir, tolerar nossas fraquezas e enaltecer nossas virtudes, talvez seja a forma de nos revelar, e nos compreender, momento a partir do qual elevaremos nossa grandeza, nossa alma e aí sim podere...

O dia em que o mundo parou

Eu nem me espantei, minha memória congelou, pois o passado acabou quando ao presente se juntou. Meus pensamentos secaram quando o futuro para o presente migrou. Fiquei sem história, sem razão, sem rumo para prosseguir. Estático, não havia mais o dia e nem a noite, só penumbra. Não se via rostos, só sombras, nem corpos só siluetas. O amor que é feito de saudade e esperança acabou, e um grande vazio se instalou, nem o ódio, feito de lembranças perdurou. O ciúme, a inveja, que se alimentam das vaidades e das comparações, sucumbiu. A verdade tão desejada finalmente reinou, pois o mundo da certeza, da imobilidade, se implantou, implacável, incontestável. Tudo revelado, nossos sonhos se findaram, acabou a magia e com ela nossa existência. Com a imortalidade presente e a eternidade consciente não havia mais nada a fazer e nem mesmo rezar. Desesperado, sufocado e de sobre salto, acordei, a aos céus brindei, dando graças a linha do tempo que prossegue, apesar de no...