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Liberte-se

Nossa trajetória é o empenho em revelar nossa essência, pois essa perfeição é propriedade de todos nós e está sobre o domínio de nossa vontade, nosso livre arbítrio. Caberá somente a nós revertermos conceitos que nos impregnam de inferioridade, e nos revelarmos, buscando nossa realização, cujo único objetivo é a felicidade. Neste curto espaço de nossa existência, não faz sentido sofrermos, temos que encontrar e fazer a felicidade em cada momento. Temos o poder, temos o direito, e o dever. Só nós é que podemos reverter e criar condições para esse fim. Liberte-se de conceitos e dogmas que só diminuem a sua grandeza, a sua essência, vá de encontro a seus ideais e sua verdade, esse é o seu único compromisso. Caminhe, sem medo, sem culpas e sem remorsos. Todos nós podemos e merecemos. Mergulhe , deixe as águas da vida molharem a sua alma, fomentarem a suas fantasias, brincarem com a sua inocência.

Estranha observação

A vida, com o tempo, vai se transformando numa passagem de representação, vamos nos transformando  de protagonista à espectador. Esse atributo, embora disponível, não é acolhido, nem percebido por todos. Hoje eu mais observo que atuo, ou melhor, mesmo atuando eu ainda sou um espectador. É interessante agir e ao mesmo tempo observar a cena. É estranho se colocar parcialmente dentro e parcialmente fora do contexto. Participa-se, mas observa-se o comportamento dos outros também , como cada um age , atua, se desenvolve, se empenha em seu papel. A cada situação é como houvesse um escript emocional conhecido. Você está vivendo seu papel com a nítida percepção do que está acontecendo no geral. Você se vê um diretor ao comparar os papeis, pois as cenas vão se desenrolando e você vai analisando o comportamento, a atitude, postura, o dialogo e não é tomado de surpresa pela emoção que esta sendo gerada pelos participantes. Depois de algum tempo observando tem-se a impressão de...

O Medo

Há dois tipos de medo. Os externos que nós os enfrentamos com o instinto, essa dávida que, ignorando nossos preconceitos e nossa razão, age incondicionalmente nos fornecendo a adrenalina suficiente para enfrentar ou correr. Os internos, cujos limites deveriam apenas nos condicionar ao convívio coletivo, e que acabaram ampliados pela sociedade em busca de poder e do domínio de uns sobre os outros. As pessoas foram sendo subjugadas por preconceitos e regras que as enclausuraram mentalmente e como conseqüência sua capacidade evolutiva estagnou. Acuadas substituíram a precaução pela preocupação e a expectativa pela ansiedade. Elas deixaram que o medo as paralisasse e se entregaram ao “conforto” da mesmice, da rotina. O medo, que desde a criação, nos fora oferecido para proteger, garantir nossa subsistência agora nos sufoca e nos inibe. Medo de mudar, medo do desconhecido, medo de arriscar, medo de se soltar, medo de ser verdadeiro. A curiosidade foi sufocada pelo racioc...

Ciume

Ciúme é um ciclo, começa com o amor, que se transforma em posse, posse que termina por possuir o ciumento. No inicio é a admiração, depois o envolvimento. A admiração vira apego, apego é posse. A posse elimina o respeito, o elemento fundamental da relação e provoca a ruptura do limite individual, é a invasão do alheio. Mas ao provocar a invasão, a pessoa perde o domínio do próprio limite, perde o próprio referencial, esquecendo-se de si mesma para se dedicar a controlar o outro. O ciclo agora se volta para ela mesma, pois como não percebe que controlar o outro é impossível, é possuído pelo vício da imaginação. Um imaginário constante de perda, uma vigília angustiante, uma desvalorização pessoal profunda, uma insegurança que fere que machuca. É a perseguição da emoção sobre a razão, é a fantasia dominando o senso, é a ação sobre uma falsa realidade. A posse do possuidor é o fechamento do ciclo, ou melhor, da espiral crescente que se realimenta a cada momento e inferniz...