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Mostrando postagens com o rótulo cotidiano

O espelho

O espelho A vida é uma evolução, uma sequencia que se altera entre episódios corriqueiros e marcantes que vamos descobrindo no tempo. O tempo é para todos, mas o espelho marca o tempo de cada um. Ele logo coloca uma espinha no nosso rosto, mais alem uma barba ou um batom. Vai pintando de branco os cabelos e colocando rugas nos nossos rostos.... O espelho nunca mostra o começo e nem vai mostrar o fim, ele conta os intervalos, com surpresas. Especialista no cotidiano, mesmos nos vendo todos os dias, ele não se apaixona, e consegue ser surpreendente. O convívio conosco não o inibe, nem o constrange, não o intimida e com frieza e sutileza marca nossa passagem no tempo. O mesmo espelho pode tratar cada um com episódios diferentes, e assim mostrar nossa singularidade e nossas diferenças. Estamos todos num mesmo momento, contando avanços diferentes. Mas pensei por um momento: É impossível parar o tempo. Mas e o nosso? Talvez, se cobríssemos os espelhos e terceirizássemos a v...

O Relógio

A vida é um passo a passo como os ponteiros de um relógio. Os ponteiros avançam no tempo e a vida também. O ponteiro maior é o corpo, é o físico, a vida. Ele arrasta um menor que é a alma. Corre-se o dia inteiro fazendo coisas, lidando no tempo, marcando os segundos, os minutos, que se equilibram no ponteiro menor, que mantem a unidade do conjunto. Ele sente e responde a cada movimento e acompanha, indica a dimensão maior as horas. São compassos de uma música invisível, de sons e ritmos, semitonados pelas emoções, transformados em ideias e palavras expressas em sequência para formar sentido, criar condutas e abrir espaços para novo avanço.   Os compassos a cada ciclo fecham uma jornada, numa mesma dimensão e acumulam avanço sobre o tempo, tempo que envelhece e descuida da gente. Como parar o compasso, e enganar o tempo? Há muita gente tentando segurar os ponteiros, com medo das incertezas do futuro, querendo preservar o que passou, ficar na certeza do que já foi exper...

Os contornos

Ainda ontem eu era criança e via o mundo do tamanho da minha casa, e a vastidão era o meu quintal. Quando comecei a dominar todo esse espaço, percebi que ele havia crescido, agora tinham as casas vizinhas do outro lado da rua, depois o bairro e assim eu percebi que, apesar de conhecer e dominar esses espaços, eles continuavam a crescer e me desafiar. No inicio era interessante, os espaços traziam outras dimensões, o Conhecimento, a Tecnologia, o Relacionamento, os Valores. , e eu tinha tempo para acompanhá-los. Mas a velocidade de expansão se acelerou, encurtando o mundo e eliminando o tempo; o que era simples ficou mais rápido, porem muito mais complexo. Agora eu faço mais rápido, mas tenho muito mais coisas a atender; estou sufocado pela rotina..... E a expansão continua indiferente ao meu limite. Então uma angustia me tomou de repente: até onde, até quando esses contornos vão continuar a me pressionar? Quando terminarão? Atendo a rotina ou percorro o contorno? Agora adulto vejo ...