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Reflexos

A única face que jamais conheceremos é a nossa própria. Podemos nos conhecer de reflexos em espelhos e fotos. Nunca nos vimos cara a cara. “É no reflexo dos olhos da mãe que nos vemos pela primeira vez”. É no reflexo de todas as nossas relações que construímos o nosso próprio senso, “quem” somos. Mas constantemente esquecemos essa condição de dependência. Os espelhos nos enganam, pois frios e vazios, só mostram a nossa vaidade envelhecendo no tempo. Na verdade só conversamos com eles quando não queremos respostas. Nossas relações também enganam, ou se enganam devolvem um reflexo que passa pelos seus critérios, seus valores, suas limitações e depois de um tempo, acabamos dependentes delas. Influenciados criamos uma identidade própria que enganamos a todos e até a nós próprios, mas não nossa mãe. Ela tem um filtro no coração que apaga o tempo, e recupera a inocência. Ela nos mostra a criança, que realmente é o que sempre fomos se despido de outros reflexos. Seria ...
Postagens recentes

Le rêve commun

 Si l'on ne s'investit pas pleinement, les relations deviennent superficielles et éphémères. D'ordinaire, on se débarrasse de ce qui nous reste, de ce qui est superflu, de ce qui ne nous sert plus. Le problème, c'est que nous agissons souvent de la même manière avec nos relations. Nous ne nous investissons pas pleinement auprès de notre partenaire, de nos enfants ou de nos amis. Notre présence est diffuse. Nous jouons avec nos enfants, le nez collé à notre téléphone, distraits, absorbés par nos pensées : une présence factice. Nous rendons visite à nos proches quand nous avons du temps libre, quand rien d'autre n'est prévu ; nous ne pensons à nos amis que lorsque nous avons besoin d'eux. Nos rencontres en personne sont devenues illusoires, de simples réunions téléphoniques où l'on ne se parle même pas. Une présence absente. Nous continuons à donner l'aumône, le superflu, sans faire de nos relations une priorité. Nous ne donnons pas le meilleur de nous...

APEGO OU VÍCIO ?

Apego esse momento, essa condição de dependência. Começa com uma busca a procura de um prazer. Começamos correndo atrás e em pouco tempo ele se vira contra nos. No início é o prazer que nos impele, é a satisfação, é a posse, forte, dominante, depois aos poucos ela se volta contra nós e começa a nos possuir. A dependência fica mais intensa que o prazer, e o apego se torna vício. O vício é a falta, sim é o estado intermediário entre duas posses, que nos enlouquece nos aprisiona e quanto maior essa lacuna mais emocionante é o encontro do prazer, somos viciados na falta. De dono à dependente, de senhor á escravo esquecemos de tudo, a busca é nossa única missão e essa se transforma novamente em busca sucessivas e entramos nesse circulo que nos domina. E aí não mais importa se já obtivemos o resultado. Ao conseguirmos queremos mais, para restabelecer a procura. O vício não tem limite, não tem dimensão, é infinito e prossegue até consumir o viciado. Romper o vício é uma dolorosa...

AMAR

  Amar é a perda da razão, é a vitória dos sentidos e das emoções É se encontrar sem estar perdido e se envolver sem ter querido Encarcerar o passado abdicando do futuro para só viver o presente É fechar os olhos esquecer a mente, vagar nos sonhos, libertar as fantasias. Se transformar, se substituir, se trocar por alguém novo, diferente, menos concreto mais etéreo. Deixar se possuir, se envolver, perder o domínio, se entregar, abrir mão de si. Viver o doce estágio de não ter que se prender nem se poupar, sem se cuidar. Amar é liberdade entre as amarras que alguém com encanto nos colocou.   Dominado por esse sentimento superior, diferente, que nos eleva e nos arranca verdades e emoções escondidas que não tínhamos coragem de declarar, de assumir; expostos e ao mesmo tempo fortificados, podemos agora nos deixar levar e desfrutar do lado encantado da nossa existência. O barco está pronto, livre para partir e enfrentar as calmarias e as turbulências de nossa exis...

Indiferença

A indiferença, essa cortina transparente que embaça nossos sentidos, essa neblina que gela a nossa mente, que nos torna cristalizados perante o sofrimento dos outros.   Essa apatia apaga nossa visão e nos torna mortais limitados, enquadrados numa rotina que nos tira a imaginação, nos remete ao labirinto das ações que se funde em atitudes pequenas, esquecendo a grandeza de nossa imortalidade.   Voltados para as coisas materiais, removemos nossa inspiração e nos colocamos lado a lado com a miséria, desprovidos de compaixão olhamos os outros com desdém.   As pessoas se tornem transparentes, invisíveis, passamos ao largo sem as ver, sem as sentir. Ignoramos suas presenças, suas histórias, com isso ignoramos a nós mesmos, evitamos a nossa presença.   Nos encarar, olhar para dentro sem nos julgar, sem nos punir, tolerar nossas fraquezas e enaltecer nossas virtudes, talvez seja a forma de nos revelar, e nos compreender, momento a partir do qual elevaremos ...

O ENCONTRO

  Seus olhos são os meus, porque nós vemos o mesmo mundo.   Seus pensamentos são os meus, porque nós usamos a mesma lógica.   Seus sentimentos são os meus, porque nós nos envolvemos na mesma paixão.   Seu corpo é o meu, porque nós desfrutamos do mesmo desejo.   Sua vida é a minha, porque nós buscamos o mesmo sonho.   Nossas almas se encontraram, porque temos o mesmo destino.   E, nossa partida sera apenas um intervalo , porque o que nos uni é eterno.    

O tempo se perde ?

  O tempo escapa e se perde no espaço, mas não na gente, que sabemos guarda-lo como num porta joias onde se acumulam e nos deixam mais sensíveis A fraca visão, a mansidão do coração, as falsas sinapses cerebrais, são os excessos de tempo acumulados que hoje acredito serem propósitos para criar um estado emocional mais apropriado a nossa evolução. Os anos se acumulam mais que os fatos, e a razão vai se diluindo e perdendo para a emoção, seria como se a vida fosse feita de cores que se misturam em matizes menos definidas, mas que emocionam mais. Após tantos anos cheguei a conclusão que o tempo se acumula dentro de nós para que possamos ver a cada dia as pessoas mais belas aos nossos olhos, mais perfeitas aos nossos julgamentos, mais encantadoras ao nosso coração.

A CHANCELA

  No fim do dia as coisas se fecham, os sonhos se empilham e tudo adormece para se potencializar. O sono pesado conserta o que não foi acabado, interrompendo a ternura da noite que logo passa e que irá se extinguir para um novo dia. A preguiça segura, mas a esperança do Novo empurra para nova jornada. Na jornada tudo se abre novamente, para acumular relações que serão confirmadas no repouso da noite. O saldo positivo das emoções que geramos no convivio diario , para firma-los precisamos  da mistica dos sonhos, pois são eles que dão a credibilidade ao nosso subconsciente ao tira~los da realidade, testá~los e entrega-los descompricados a nossa  razão manhã seguinte. A certificação noturna fecha o ciclo e incorpora o que realmente importou, no nosso interior, criando a consciência. Agora sim, tudo que vivemos nos pertence, e se agrega na nossa verdade. A verdade se constrói aos poucos, em círculos que se abrem e fecham, initerruptamente e na passagem sempre é p...