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Mostrando postagens com o rótulo vida

Frustação

  Não se pode ser cantor, ator, profeta, sem dom. Não se pode sonhar com aquilo que não recebemos. A natureza como sempre sabe o que faz, distribui o talento para tornar a vida viável e interessante. São sonhos impossíveis que alimentamos, mas que não temos predicados para fazê-los brotar. É que sonhar é livre, mas nós somos limitados e consequentemente nem sempre é possível atender ao chamado de nossos desejos. O pensamento cria coisas sem antes consultar os nossos limites acreditando que a razão, se utilizando da vontade e da determinação, tudo pode resolver. Mas com o tempo a imposição do jogo da vida começa indicar que estamos esbarrando nos nossos limites e que temos que reformular nossas propostas e isso é necessário, pois se a vida a todos fosse atender o mundo provavelmente teria apenas uns poucos papeis, os mais brilhantes e cômodos, insuficientes para torna-la viável. Não existe vida sem mistério e sem opostos, o sucesso só é bom porque existe a frustação do i...

Por que cantamos?

Cantamos porque precisamos. Precisamos sentir os sons internos que nos acompanham, nos embalam que nos dão vida. Nossa voz, quando se canta ecoa para dentro, percorre todo o corpo, liberta a alma que está se apresentando, mostrando uma pureza que nos emociona e fragiliza. Não é preciso saber cantar, ser afinado, só é necessário sentir. A música é a vibração mais alta na escala e, portanto, está mais perto da Vibração maior que todos buscamos, essa é a razão do encantamento. Recebemos a vida num sopro e devolvemos em gratidão soprando notas musicais Devolvemos a musica com o agregado de nossas emoções, que agora também nos pertence. Tomamos posse temporariamente desse encanto, pois sentimos que ela foi feita para nós. Se os olhos são o espelho o canto e a entrega da alma. Não nos importamos se trocamos algumas palavras, se falhamos no ritmo, se quebramos a harmonia, nosso propósito é a entrega. Nosso desejo é devolver o que nos emocionou agregado dessas emoções .Qu...

A Estação

A Estação é um lugar onde as emoções disputam o espaço. A esperança e o desalento se alimentam com chegadas e partidas. Brilho nos olhos e lagrimas anunciam o destino de cada um. Há gente se juntando, se separando num baile sem músicas, de ritmos variados, apressados, lentos, desorientado, num vai e vem sem cadencia. A Estação não se guia pelas horas, seu tempo são as chegadas e as partidas, são choros e lagrimas são sorrisos e tensões que contam. Ela se veste de dia e noite para enganar o tempo, mas o que vale mesmo são as batidas e pulsações de corações alegres ou angustiados que circulam dentro dela numa marcha sem compasso, num vai e vem interminável de pessoas se abraçando ou se isolando, de expressões não planejadas de sentimentos de paixão e esperança. Os elementos decorativos, os painéis luminosos são cenários para embalar a alegria e tristeza que se juntam num teatro de expectativas e decisões. Ali a vida continua ou pode mudar. Ali tudo começa ou termina. Na Est...

integração

O ser humano precisa entender que ele está integrado a natureza. O grande problema atual é que ao separar a ciência da essência do ser, o homem acabou por se separar do ciclo da natureza. Explico melhor, na natureza o ciclo é perfeito, a vida tem um inicio, vai evoluindo e quando termina retorna ao seu estado original, natural, ou seja, não há resíduo, tudo é reciclado, há um equilíbrio perfeito que mantém a sustentabilidade. O ser humano por sua vez está construindo ciclos abertos, por exemplo, ele criou uma série de materiais e sistemas, baseado em conceitos e valores de vida que não favorecem a evolução em um ciclo definido, os “resíduos” ficam para serem resolvidos no futuro, ou então os prazos de degradação são tão longos e desproporcionais que irão inviabilizar os novos ciclos futuros. Se as pessoas entenderem que não é mais possível deixarem de lado sentimentos e emoções nos processos de decisão e de ação, ai então será possível reverter essa tendência e caminharmos para...

Os contornos

Ainda ontem eu era criança e via o mundo do tamanho da minha casa, e a vastidão era o meu quintal. Quando comecei a dominar todo esse espaço, percebi que ele havia crescido, agora tinham as casas vizinhas do outro lado da rua, depois o bairro e assim eu percebi que, apesar de conhecer e dominar esses espaços, eles continuavam a crescer e me desafiar. No inicio era interessante, os espaços traziam outras dimensões, o Conhecimento, a Tecnologia, o Relacionamento, os Valores. , e eu tinha tempo para acompanhá-los. Mas a velocidade de expansão se acelerou, encurtando o mundo e eliminando o tempo; o que era simples ficou mais rápido, porem muito mais complexo. Agora eu faço mais rápido, mas tenho muito mais coisas a atender; estou sufocado pela rotina..... E a expansão continua indiferente ao meu limite. Então uma angustia me tomou de repente: até onde, até quando esses contornos vão continuar a me pressionar? Quando terminarão? Atendo a rotina ou percorro o contorno? Agora adulto vejo ...