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Mostrando postagens com o rótulo percepção

Estranha observação

A vida, com o tempo, vai se transformando numa passagem de representação, vamos nos transformando  de protagonista à espectador. Esse atributo, embora disponível, não é acolhido, nem percebido por todos. Hoje eu mais observo que atuo, ou melhor, mesmo atuando eu ainda sou um espectador. É interessante agir e ao mesmo tempo observar a cena. É estranho se colocar parcialmente dentro e parcialmente fora do contexto. Participa-se, mas observa-se o comportamento dos outros também , como cada um age , atua, se desenvolve, se empenha em seu papel. A cada situação é como houvesse um escript emocional conhecido. Você está vivendo seu papel com a nítida percepção do que está acontecendo no geral. Você se vê um diretor ao comparar os papeis, pois as cenas vão se desenrolando e você vai analisando o comportamento, a atitude, postura, o dialogo e não é tomado de surpresa pela emoção que esta sendo gerada pelos participantes. Depois de algum tempo observando tem-se a impressão de...

Descompasso

Há momentos em que a reflexão se desarticula, os controles se afrouxam e os pensamentos soltos começam um analise livre, cujo resultado dependerá do estado de espirito desse instante. Geralmente isso ocorre quando estamos deprimidos ou pressionados por resultados que não estamos conseguindo alcançar. A esperança fica eliminada e o resultado é uma fria visão do nosso entorno. Nossos sentimentos e nossa percepção vão para extremos e soam como um lamento......... O mundo se tornou um lugar estranho. Perdi o passo, sai do ritmo, não consigo encaixar. Não estou entendendo mais a música, o balanço, o compasso. Não consigo colocar os detalhes do dia em vinte quatro horas, o plano em doze meses, nem a vida numa perspectiva, num horizonte. Perdi a harmonia do tempo; me atrapalho, me embaralho, sobram coisas a fazer. A sensação de incompetência me domina, me acompanha; É um tempo que eu não domino mais e me pergunto: sou eu ou acontece com todo mundo? Sou a exceção ou sou o modelo pi...

Os contornos

Ainda ontem eu era criança e via o mundo do tamanho da minha casa, e a vastidão era o meu quintal. Quando comecei a dominar todo esse espaço, percebi que ele havia crescido, agora tinham as casas vizinhas do outro lado da rua, depois o bairro e assim eu percebi que, apesar de conhecer e dominar esses espaços, eles continuavam a crescer e me desafiar. No inicio era interessante, os espaços traziam outras dimensões, o Conhecimento, a Tecnologia, o Relacionamento, os Valores. , e eu tinha tempo para acompanhá-los. Mas a velocidade de expansão se acelerou, encurtando o mundo e eliminando o tempo; o que era simples ficou mais rápido, porem muito mais complexo. Agora eu faço mais rápido, mas tenho muito mais coisas a atender; estou sufocado pela rotina..... E a expansão continua indiferente ao meu limite. Então uma angustia me tomou de repente: até onde, até quando esses contornos vão continuar a me pressionar? Quando terminarão? Atendo a rotina ou percorro o contorno? Agora adulto vejo ...