Apego esse momento, essa condição de dependência. Começa com uma busca a procura de um prazer.
Começamos
correndo atrás e em pouco tempo ele se vira contra nos.
No início é
o prazer que nos impele, é a satisfação, é a posse, forte,
dominante,
depois aos poucos ela se volta contra nós e começa a nos possuir. A dependência
fica mais intensa que o prazer, e o apego se torna vício.
O vício é a
falta, sim é o estado intermediário entre duas posses, que nos enlouquece nos
aprisiona e quanto maior essa lacuna mais emocionante é o encontro do prazer,
somos viciados na falta.
De dono à
dependente, de senhor á escravo esquecemos de tudo, a busca é nossa única
missão e essa se transforma novamente em busca sucessivas e entramos nesse
circulo que nos domina.
E aí não
mais importa se já obtivemos o resultado. Ao conseguirmos queremos mais, para
restabelecer a procura. O vício não tem limite, não tem dimensão, é infinito e
prossegue até consumir o viciado.
Romper o
vício é uma dolorosa empreitada, pois a decisão é do próprio viciado, é sair de
si próprio é se virar do avesso. Abraça-la é um tremendo desafio, um esforço
descomunal, é titânico, é a façanha heroica.
O importante
é perceber a existência do círculo e dos fatores condicionantes, e uma vez
configurada e aceita como um manifestação da mente , do ego, elemento racional
, abre espaço para a pessoa assumir o controle e liberar o SER.
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